Saúde mental infantil: como diferenciar uma ‘fase’ do desenvolvimento de um sinal de alerta

Na coluna Carol Viotto, ela explica que instabilidades são comuns na infância, mas alerta que a intensidade, a frequência e a duração dos comportamentos indicam quando a criança precisa de ajuda profissional.

Durante nossa vida, carregamos nossa infância… Nem sempre, um desenvolvimento tão agradável como esperado.
Quando criança, aprendemos a lidar com frustrações, emoções, limites e com o próprio mundo interno. Nesse processo, birras, medos, dificuldade para dividir, momentos de desobediência ou até regressões pontuais podem acontecer. Nem tudo é um problema psicológico. Muitas vezes, é apenas fase.

A infância não é linear. Existem períodos de maior instabilidade, ainda mais em momentos de mudança… O início da escola, nascimento de um irmão, separação dos pais, mudança de rotina ou de ambiente, enfim, o que mexe com a “estrutura”. Nessas situações, é comum que a criança apresente comportamentos diferentes do habitual. Isso não significa, necessariamente, que exista um transtorno ou que algo esteja “errado”.



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Por outro lado, também é importante que os adultos estejam atentos. A diferença entre uma fase e um sinal de alerta, na maioria das vezes, está na intensidade, na frequência e na duração do comportamento.
Quando um comportamento aparece de forma muito intensa, persiste por um longo período ou começa a prejudicar a vida da criança (seja nas relações, na escola ou dentro de casa) é importante olhar com mais cuidado. Mudanças bruscas de humor, isolamento, agressividade frequente, dificuldades importantes de aprendizagem, medos excessivos ou sofrimento emocional constante podem indicar que a criança precisa de ajuda.

Outro ponto importante é observar se a criança consegue se reorganizar depois de momentos difíceis, se conseguem retomar o equilíbrio com o apoio de um adulto. Quando isso não acontece e o sofrimento parece constante, vale a pena investigar.
Falar sobre saúde mental infantil não significa patologizar a infância. Pelo contrário… Significa reconhecer que crianças também sentem, sofrem e precisam de um ambiente seguro para se desenvolver emocionalmente.

Crianças nem sempre conseguem verbalizar seus pensamentos, emoções e sentimentos, por isso, é imprescindível observar seu comportamento.

O papel dos adultos não é buscar perfeição no comportamento infantil, mas oferecer presença, escuta, limites e quando necessário, procurar ajuda profissional para compreender melhor o que aquela criança está tentando comunicar através do seu comportamento.

Contato: 18 99808-2411
Anne Caroline Viotto Romero
CRP: 06/172862

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