A judoca faixa-preta, professora e atleta Daniela Cristian de Oliveira Giberti foi uma das homenageadas pelo projeto “Mulheres Extraordinárias Assisenses 2026 – Coragem para mudar o mundo”. A iniciativa, promovida pela EMEIF Profª Mafalda Salotti Bartholomei, celebrou a trajetória de superação da esportista, que encontrou no tatame a força para transformar a própria vida e a de sua família no município.
Nascida em Tarumã e moradora de Assis desde os 13 anos, Daniela conheceu o trabalho duro desde cedo, atuando em faxinas e restaurantes. A maternidade chegou logo aos 17 anos, trazendo responsabilidades precoces que moldaram sua determinação. No entanto, foi apenas em 2013, ao acompanhar as filhas Brenda e Lívia nos treinos, que ela teve o primeiro contato direto com o judô.
Superação nos tatames e na vida
O que começou como um incentivo materno virou uma paixão pessoal. Daniela passou a treinar, competir e colecionar títulos regionais representando Assis. O ápice esportivo veio com a conquista da Copa São Paulo de 2024, resultado de mais de uma década de dedicação ininterrupta.
A trajetória, porém, foi marcada por duros golpes fora das áreas de combate. A atleta precisou lidar com perdas familiares profundas ao longo dos anos, incluindo o trágico falecimento de um filho em 2018. Em 2025, às vésperas de viajar a São Paulo para realizar o rigoroso exame de graduação da cobiçada faixa-preta, ela enfrentou o luto simultâneo pelas mortes recentes da avó e de um tio. Mesmo abalada e em meio às lágrimas, prestou o exame e conquistou a graduação máxima, provando sua resiliência emocional.
O esporte como ferramenta de transformação
O judô não forjou apenas uma campeã, mas abriu portas reais para o futuro de suas filhas. Graças ao caminho construído pelo esporte, Brenda formou-se em Fisioterapia com bolsa integral na FEMA, e Lívia conquistou uma vaga na UNESP para cursar Ciências Biológicas.
Desde 2025, Daniela atua como professora em projetos sociais, utilizando o judô para ensinar disciplina e autoconfiança a crianças e adolescentes. Hoje, a mãe, avó e campeã estadual prova que a vida sempre permite novos recomeços e já planeja retomar um antigo sonho de juventude: cursar Medicina.
“Nunca desista dos seus sonhos. Se houver dificuldades, ajoelhe, ore, respire e siga em frente”, aconselhou a homenageada durante a cerimônia escolar.