“Hoje eu me afasto”: Vereador Fernando Sirchia anuncia licença após ameaça de morte com arma de fogo

Em nota oficial, parlamentar expõe falha do Estado em protegê-lo, critica o silêncio da grande mídia regional e cobra a identificação de quem mandou matá-lo.

O vereador Fernando Sirchia divulgou uma nota oficial anunciando o seu afastamento da Câmara Municipal de Assis. Em seis anos de mandato, esta é a primeira vez que o parlamentar toma uma decisão desse tipo, motivada pela necessidade urgente de proteger a sua vida e a de sua família após sofrer um atentado.

No documento, Sirchia detalha os momentos de terror que viveu ao ter uma arma apontada e engatilhada contra si devido à sua atuação como vereador. Segundo ele, o criminoso exigiu que ele “calasse a boca”, afirmando que estava sendo “x9” e falando demais, sob a ameaça direta de assassinar o parlamentar e sua esposa.

“Ali não era mais política. Não era debate. Não era disputa. Era a minha vida em risco. E, pela primeira vez, eu senti medo”, desabafou o vereador na nota.



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Ataques à família e silêncio da imprensa

Além da ameaça armada, Sirchia denunciou a crueldade do cenário político local, afirmando que a cidade “está doente” ao permitir que divergências virem perseguição.

  • O vereador revelou que sua mãe está sendo alvo de ataques pessoais, baixos e covardes por parte de pessoas ligadas à gestão, mesmo diante do momento de extrema vulnerabilidade da família.
  • Ele também criticou duramente a indiferença da grande mídia regional, destacando que o atentado com arma engatilhada contra um vereador “não virou nem nota de rodapé na televisão regional”.
  • Para Sirchia, esse silêncio e a falta de indignação pública ferem profundamente, pois normalizam o absurdo e passam a mensagem de que a violência extrema pode ser ignorada.

Falha do Estado e busca por mandantes

Em um dos trechos mais contundentes da nota, o parlamentar cobrou respostas firmes das autoridades. Ele ressaltou que não basta identificar o executor do crime, mas é fundamental chegar a quem mandou, pois “ninguém puxa uma arma desse jeito por acaso”.

Sirchia declarou que o Estado brasileiro falhou ao não conseguir investigar com a profundidade necessária e por não ser capaz de protegê-lo e garantir o mínimo de segurança para o exercício do seu mandato. Ele alertou que a falha na investigação produz a impunidade, e que “a impunidade mata a democracia”.

Apesar da dor e da decisão de se afastar para continuar vivo, o vereador garantiu que o recuo é um ato de responsabilidade e não de fraqueza. “Se alguém achou que isso me faria parar, se enganou. Isso não termina aqui. Eu vou voltar. Porque a verdade não pode ser calada pelo medo”, finalizou.

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