Mulher tentou disfarçar para esconder cocaína dentro de um pacote de lenços umedecidos. Suspeitos confessaram receber R$ 1 mil por semana para vender drogas no estabelecimento.
A criatividade para tentar burlar a lei não foi suficiente para enganar a Polícia Militar em Assis. Na tarde desta segunda-feira, 06 de abril, um casal foi preso em flagrante após transformar um bar localizado na Avenida Paschoal Santili em um ponto de venda de entorpecentes.
A ação ocorreu por volta das 16h30, motivada por diversas denúncias anônimas que indicavam que o estabelecimento comercial estaria operando como “fachada” para o tráfico e possuiria um compartimento oculto para esconder drogas e armas.
Ao chegarem ao local, os policiais abordaram um homem e uma mulher que se apresentaram como os responsáveis pelo bar. Inicialmente, ambos negaram qualquer irregularidade e afirmaram que não havia nada de ilegal no estabelecimento.
A desculpa da ‘falta de ar’
Durante a vistoria minuciosa no ambiente, a mulher tentou dissimular a ação policial e despistar as equipes usando o pretexto de que precisava utilizar uma “bombinha” para asma.
No entanto, o nervosismo chamou a atenção dos policiais. Ao verificarem a bolsa de remédios e pertences que ela manuseava, a equipe notou uma embalagem de lenços umedecidos com um volume completamente anormal. Ao abrirem o pacote, o disfarce caiu: havia um saco plástico transparente recheado com diversas porções de cocaína prontas para a venda.
Salário do crime e apreensões
Diante do flagrante e sem saída, a suspeita confessou que o casal estava ali para comercializar as drogas e revelou que cada um recebia um “salário” de R$ 1.000,00 semanais do crime organizado para gerenciar o ponto.
Além das porções de cocaína, os policiais apreenderam:
- Dinheiro em espécie em notas diversas;
- Uma máquina de cartão de crédito utilizada nas vendas;
- Uma motocicleta pertencente ao suspeito, que estava escondida atrás de um balcão do bar.
A mulher passou por uma busca pessoal realizada por uma policial militar feminina, mas nada mais foi encontrado junto ao seu corpo. Ambos foram conduzidos à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Assis, onde o delegado de plantão ratificou a prisão por tráfico de drogas. O casal permaneceu preso e à disposição da Justiça.







