A vítima sofreu hematomas na cabeça e lesões nas pernas; segundo informações as agressões são frequentes e que a mulher gritava por socorro
A epidemia de violência doméstica que assolou Assis e região neste final de semana fez mais uma vítima na noite de domingo, 22 de fevereiro. Desta vez, o requinte de covardia foi ainda maior: a vítima está grávida de dois meses.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 21h40 para atender a uma ocorrência de violência doméstica no bairro Santa Clara.
Casa Apagada e Choro no Quintal Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a residência totalmente com as luzes apagadas. A equipe chamou pelos moradores, mas ninguém atendeu.
Enquanto tentavam contato, os policiais receberam a informação que o casal residente no imóvel tem um histórico de violência. Segundo a testemunha, o homem agride a esposa com frequência e, momentos antes da chegada da viatura, a mulher gritava por socorro.
Os policiais voltaram a chamar na residência e, desta vez, ouviram choros vindo do interior do imóvel. Com o apoio de outra viatura, a equipe entrou na casa. Logo no quintal, depararam-se com a vítima em prantos, tão abalada que inicialmente não conseguia sequer falar.
A Frieza do Agressor Ao entrarem no imóvel, os PMs encontraram o agressor em um dos quartos, fingindo que estava dormindo para tentar despistar a ação policial.
Ao ser abordado, ele apresentou comportamento agressivo, mas foi contido e se acalmou logo em seguida.
Gestante e Ferida Uma policial feminina, que chegou com o apoio, conseguiu conversar com a vítima. A mulher revelou estar grávida de dois meses do agressor.
Ela relatou que o homem havia ingerido bebida alcoólica e estava muito agressivo. Durante as agressões, ele a empurrou violentamente contra a parede, causando um hematoma na cabeça. Na sequência, ela caiu no chão, sofrendo mais lesões nas pernas. A vítima confirmou que esta não foi a primeira vez que apanhou do companheiro.
Prisão O homem recebeu voz de prisão no local. Informado de seus direitos, ele optou por permanecer em silêncio.
O caso foi apresentado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Assis, onde a autoridade de plantão elaborou o Boletim de Ocorrência por Violência Doméstica e Lesão Corporal, mantendo o agressor preso e à disposição da Justiça.





