Encerrar um relacionamento exige tempo para processar perdas, mas permanecer nas cinzas não é o destino final; saiba como enfrentar a dor e iniciar um novo ciclo.
Falando sobre o luto e a força de recomeçar após o término, gosto de usar metáforas…
A fênix é conhecida por renascer das próprias cinzas. E talvez seja assim que algumas pessoas se sintam depois do fim de uma relação.
Quando uma história termina, não é apenas a pessoa que precisamos deixar para trás.
Existe também a perda dos planos, da rotina e da expectativa de um futuro que imaginávamos construir ao lado dela. Por isso, mesmo quando sabemos que terminar foi necessário, existe o luto. Isso não quer dizer que o relacionamento tenha sido necessariamente bom.
É preciso aceitar que vai doer, que haverão lembranças, saudade até daquilo que apenas foi uma ilusão, dúvidas e dias em que tudo parecerá mais difícil. Não precisamos fingir que não sentimos nada ou tentar nos levantar imediatamente. Mas, o luto também precisa ter um fim.
Existe uma diferença entre dar a si mesmo o tempo necessário para sofrer e permanecer preso ao que já acabou. Aceitar e entender a necessidade.
A fênix não fica para sempre nas cinzas. Em algum momento, ela renasce. Recomeçar é olhar para trás e reconhecer que apesar daquilo que fez parte da nossa história, não faz mais parte do presente e do futuro. Saber encerrar ciclos.
Isso não significa esquecer, nem deixar de sentir de um dia para o outro. Mas, ter consciência de que a vida continua. Chega um momento em que precisamos decidir levantar.
Assim como a fênix, podemos passar pelas cinzas, viver o processo e, quando estivermos prontos, recomeçar. Não para voltar a ser quem éramos antes. Mas, descobrir quem podemos ser depois.
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Anne Caroline Viotto Romero
CRP: 06/172862