Requerimento assinado por seis vereadores aponta suspeitas em contratos, gestão de frota, combustíveis e folha de pagamento nas gestões anterior e atual.
ASSIS – A Câmara Municipal de Assis recebe, na sessão desta segunda-feira (17), o pedido oficial para a criação da CPI nº 1/2025. A proposta, assinada por seis vereadores, visa investigar possíveis irregularidades nas secretarias de Obras, Saúde e Educação. O período da investigação abrange os anos de 2017 até a gestão atual.
O requerimento é de autoria dos vereadores Fernando Sirchia (PDT), Fabinho Alerta Verbal (PSD), Fernando Kiko (UB), Lucas Gomes (SDD), Português (PT) e Timba (PRD). Segundo o documento, o pedido segue as bases legais da Constituição e da Lei Orgânica do Município.
O documento aponta indícios que levantam dúvidas sobre possíveis prejuízos aos cofres públicos. Entre os alvos da investigação estão a aquisição de veículos e equipamentos com suposto sobrepreço, contratos de transporte público e escolar, e falhas no controle do consumo de combustíveis e manutenção da frota municipal.
A CPI deve analisar também suspeitas de fragmentação de licitações (para burlar a lei) e irregularidades na folha de pagamento. O texto cita possíveis horas extras incompatíveis, adicionais indevidos e escalas que poderiam favorecer servidores.
O requerimento destaca ainda suspeitas de serviços pagos e não realizados, além de possíveis relações irregulares entre servidores e empresas contratadas.
Investigação abrange duas gestões
Ao Portal Acontece Assis, o vereador Fernando Sirchia (PDT) confirmou o escopo da investigação.
“A CPI ela vai transpor esse mandato, ela vai de 2017, da gestão anterior até essa, porque a gente já identificou vários fatos que aconteciam no passado e que continuam acontecendo nessa gestão”, explicou Sirchia. “Vamos nos aprofundar nisso […] para tentar entender melhor essa questão dos combustíveis, manutenção de frota, compra de equipamentos, insumos e bens móveis como maquinários, ônibus, enfim”, completou.
Se aprovada, a CPI será formada por três vereadores e terá prazo inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada. A comissão terá autonomia para convocar servidores, requisitar documentos e, caso encontre indícios de crime, encaminhar as conclusões ao Ministério Público e outros órgãos de controle.






