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Defesa de Telma Spera justifica ausência na CPI e pede afastamento de Fernando Sirchia

A prefeita de Assis, Telma Spera, não compareceu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI nº 001/2025) da Câmara Municipal na manhã desta terça-feira (21). Antes da sessão, ela e seu advogado particular, Alysson Alex, concederam coletiva de imprensa para explicar os motivos da ausência e apresentar as medidas jurídicas adotadas pela defesa.

Segundo a prefeita, a prioridade no momento é manter a administração municipal funcionando normalmente, enquanto as questões jurídicas ficam a cargo de sua equipe de advogados.

“Assis não pode parar. O que nós precisamos é trabalhar. Para isso, precisamos ter tranquilidade, equilíbrio e serenidade. Temos nosso jurídico para fazer todas as tratativas que competem a ele”, afirmou Telma Spera.

Coletiva de imprensa realizada na data de hoje 21/07/2026 Foto: João Gabriel Hidalgo



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Respostas serão dadas por escrito

O advogado Alysson Alex explicou que a prefeita não deixou de colaborar com a comissão. Segundo ele, a equipe jurídica optou por responder aos questionamentos por escrito, após concluir que a CPI estaria sendo conduzida de forma incompatível com a imparcialidade exigida de uma comissão parlamentar.

“A Telma está disponível para esclarecer tudo o que for necessário, mas fará isso no papel”, disse o advogado, acrescentando que a medida busca garantir respostas técnicas e documentadas.

Defesa aponta politização da comissão

O principal argumento da defesa é de que a CPI teria assumido caráter político. Segundo o advogado, membros da comissão estariam fazendo declarações públicas e antecipando conclusões antes do fim das investigações — o que, na avaliação da defesa, comprometeria a imparcialidade exigida dos trabalhos.

“O membro da CPI precisa ter a responsabilidade de agir como um verdadeiro magistrado. O que temos observado é que integrantes da comissão, especialmente um deles, vêm realizando pré-julgamentos”, declarou Alysson Alex.

Para a defesa, essa conduta pode fundamentar um futuro pedido de nulidade da comissão.

Escopo da investigação também é questionado

A defesa também questiona o objeto da CPI. Segundo o advogado, a comissão foi instaurada para apurar um fato específico, ligado a supostas irregularidades envolvendo combustíveis, mas passou a investigar outras situações ao longo dos trabalhos. Para a defesa, essa ampliação pode ser questionada judicialmente, já que uma CPI deve investigar fatos determinados.

Quatro documentos protocolados na Câmara

As alegações foram formalizadas em quatro documentos entregues à Câmara Municipal:

  • Uma Arguição de Impedimento e Suspeição, pedindo o afastamento do vereador Fernando Sirchia da presidência da CPI, sob o argumento de que ele não reuniria condições de imparcialidade para conduzir a comissão;
  • Uma Interpelação Administrativa, exigindo que a CPI apresente, em 48 horas, o relatório parcial ou final dos trabalhos, as provas que sustentam declarações públicas do presidente, os supostos crimes investigados, os envolvidos e cópia integral do processo administrativo;
  • Uma resposta ao Ofício nº 374/2026, na qual a prefeita esclarece questionamentos sobre a campanha eleitoral, afirmando que os recursos citados pela CPI custearam materiais de propaganda da coligação, beneficiando diversos candidatos — incluindo vereadores que hoje integram a própria comissão e o vice-prefeito;
  • Documentos referentes à notícia-crime já em tramitação no Ministério Público e no Judiciário, nos quais o MP determinou que a Polícia Civil informe o número do inquérito já existente sobre os fatos, para evitar duplicidade de investigações.

Defesa afirma que colaboração continua

Apesar das críticas à condução da CPI, o advogado afirmou que a prefeita continuará colaborando com os órgãos responsáveis pelas investigações.

“O que tiver que ser investigado será investigado. A Telma tem colaborado com o Ministério Público, com a Polícia Civil e também com a Câmara Municipal”, declarou Alysson Alex.

Segundo a defesa, o objetivo das medidas não é impedir o funcionamento da CPI, mas garantir que os trabalhos sigam os princípios da legalidade, da imparcialidade, do contraditório e da ampla defesa.

Assista a coletiva na integra pelo nosso canal no Youtube:

Reprodução do texto autorizada mediante créditos ao Portal Acontece Assis, acompanhado do link para o conteúdo original.

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