A Polícia Civil deflagrou na tarde desta terça-feira (14) a terceira fase da Operação “Veritas Vincit” e prendeu mais duas pessoas em Assis (SP). Os alvos são indivíduos vinculados à Secretaria Municipal de Planejamento, Obras e Serviços. Eles são investigados pelo planejamento e coordenação do roubo à mão armada contra um vereador da cidade, ocorrido em março deste ano.
A ação foi conduzida por agentes da Delegacia Seccional e da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Durante a tarde, os policiais cumpriram dois mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão domiciliar expedidos pelo Poder Judiciário.
Segundo as investigações, os novos elementos que embasaram os pedidos de prisão surgiram a partir dos depoimentos de suspeitos detidos nas etapas anteriores. Os relatos colhidos revelaram que o roubo do aparelho celular da vítima não foi uma ação isolada do atirador, mas sim um crime orquestrado e contratado.
Retaliação e motivação política
O avanço do inquérito confirmou a tese de que a empreitada criminosa teve forte motivação político-administrativa. De acordo com a Polícia Civil, o ataque ao vereador foi uma retaliação direta às manifestações públicas e denúncias feitas pelo parlamentar sobre supostas irregularidades ocorridas dentro da própria Secretaria de Obras.
Os dois suspeitos presos nesta terça-feira são apontados como peças-chave nas tratativas que antecederam a execução do assalto. Com essa nova etapa, a Operação “Veritas Vincit” contabiliza, no total, seis prisões temporárias e dez mandados de busca e apreensão cumpridos.
A Polícia Civil ressaltou que as diligências continuam para fortalecer o conjunto de provas e esclarecer de forma integral a dinâmica do esquema. A corporação destacou que a operação — cujo nome em latim significa “A Verdade Vence” — reafirma o compromisso com apurações técnicas e imparciais, visando a responsabilização penal dos envolvidos e a preservação da ordem pública no município.