PM foi acionada três vezes para o mesmo endereço. Suspeito proferiu ameaças e moradora embriagada tentou acessar banco da viatura onde havia uma espingarda.
O desrespeito à lei do silêncio transformou-se em um caso grave de polícia na madrugada desta quarta-feira (29), no município de Tarumã. Uma ocorrência inicial de perturbação do sossego escalou para ameaças de morte, resistência e terminou com duas pessoas presas. O caso exigiu reforços de cidades vizinhas para conter a fúria dos envolvidos.
A confusão teve início na Rua Barbados, quando a Polícia Militar foi acionada para averiguar um veículo com som em volume excessivo. Os agentes aplicaram a infração de trânsito, o som foi desligado e a equipe retomou o patrulhamento. Pouco tempo depois, uma nova denúncia levou os policiais ao mesmo endereço.
Dessa vez, o barulho vinha de um veículo Gol. O proprietário do carro se exaltou ao ser autuado. A equipe finalizou o atendimento, mas precisou retornar ao local pela terceira vez, por volta da 1h20.
Ameaças de morte e fuga
Na terceira abordagem, a situação se agravou. Ao ser informado de mais uma medida administrativa, o dono do veículo ameaçou um dos policiais militares, utilizando gírias criminosas para dizer que o agente já deveria estar morto.
O homem recebeu voz de prisão por ameaça, mas correu para dentro de uma residência para tentar escapar. Foi então que a moradora da casa, apresentando sinais visíveis de embriaguez, entrou em cena. Ela bloqueou o portão, impediu a passagem da polícia e passou a proferir xingamentos graves contra a equipe, afirmando que “ela quem mandava” no local.
Invasão à viatura e prisões
O momento de maior tensão ocorreu quando a mulher tentou empurrar um dos policiais. Após um breve entrevero para contê-la, ela se desvencilhou, correu em direção à viatura policial a fim de tentar pegar a arma que estava armazenada.
O policial precisou retirá-la de dentro do veículo. Diante do descontrole da moradora, que corria de volta para casa enquanto continuava com as ofensas, e da desvantagem numérica, a PM solicitou apoio.
Com a chegada de viaturas de Assis e Cândido Mota, a mulher foi detida e colocada no compartimento de presos, onde continuou a ofender as equipes. O dono do carro também foi capturado. Visivelmente embriagado, ele passou a chutar a porta traseira da viatura. Ao ser advertido, tentou agredir o policial com um chutes e ameaças.
Ambos foram conduzidos à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Assis e permaneceram presos à disposição da Justiça. O marido da moradora, que tentou acalmá-la sem sucesso durante toda a confusão, também foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos como testemunha.