“Ouvi o gatilho”: Na tribuna, Fernando Sirchia detalha ameaça armada e aponta crime político

Vereador relatou que homem usou desculpa de ‘pesquisa’ para apontar um revólver .38 em seu peito na tarde desta segunda (23).

O atentado sofrido pelo vereador Fernando Sirchia ganhou contornos ainda mais graves e assustadores após o próprio parlamentar usar a tribuna da Câmara Municipal na noite desta segunda-feira, 23 de março, para detalhar os momentos de terror que viveu em sua residência horas antes.

A dinâmica do crime: “Pesquisa” e revólver engatilhado

Segundo o relato do vereador, ele havia acabado de chegar de uma série de compromissos externos quando o interfone tocou. Ao atender a porta, deparou-se com um homem bem-vestido (de calça jeans e camisa polo), que se apresentou como um pesquisador.

Sirchia se prontificou a responder à suposta pesquisa, mas notou o nervosismo do indivíduo. “Num piscar de olhos, tinha um revólver 38 cromado apontado pro meu peito”, relatou.

O momento de maior tensão ocorreu em seguida: “Eu escutei o gatilho do revólver 38 sendo ativado na minha frente, apontado pra mim, dizendo que eu deveria parar”, revelou o parlamentar no plenário.



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Ameaça de morte e o recado

O criminoso foi direto ao ponto. Ele afirmou que estava ali para matar o vereador e sua esposa, mas que estava dando “uma chance” para ele parar. O recado exigia que Sirchia “calasse a boca” e parasse de ser “x9” (gíria para delator). O homem ainda ameaçou voltar e matá-los caso a polícia fosse acionada.

Para Sirchia, não há dúvidas de que a motivação é política. O parlamentar associou a intimidação ao seu trabalho de oposição, mencionando especificamente a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que está em andamento na Câmara e que investiga desvios em vários setores da administração.

O vereador relembrou também um episódio recente em que fotos de uma denúncia sobre o abastecimento em um posto de combustíveis, enviadas por ele a uma autoridade, teriam sido vazadas por um secretário municipal, resultando na intimidação da testemunha pelo dono do posto.

Celular roubado e providências policiais

Durante a ação, o criminoso subtraiu o aparelho celular do vereador — no qual Sirchia afirmou ter conseguido gravar um áudio/vídeo instantes antes. Contudo, o agressor deixou claro que não se tratava de um assalto e que o aparelho seria “desovado” (descartado).

Imediatamente após a saída do homem, Sirchia desconsiderou as ameaças de retaliação e se dirigiu à Delegacia Seccional de Polícia de Assis. O delegado de plantão atendeu a ocorrência prontamente e já despachou equipes para realizar diligências e buscar imagens de câmeras de segurança nas imediações da residência do parlamentar.

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