Uma vida por um “Corote”: Polícia Civil prende dono de mercado nesta quarta-feira (25)

Vítima faleceu após dar entrada em estado gravíssimo na noite de ontem; autor do crime, de 51 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça e ficará preso por até 30 dias

O caso de extrema violência ocorrido na noite de terça-feira (24), no Parque Colinas, teve o seu desfecho mais trágico confirmado. O homem que havia sido brutalmente espancado após furtar uma bebida não resistiu à gravidade das lesões e faleceu.

Com a confirmação do óbito, a Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio de suas Unidades Especializadas (DISE/DIG de Assis), agiu rápido e prendeu o autor do crime na tarde desta quarta-feira, 25 de fevereiro.



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Motivo Fútil e Prisão As investigações foram iniciadas imediatamente após o registro da ocorrência. O autor foi identificado como um homem de 51 anos, proprietário do estabelecimento comercial onde o furto ocorreu.

O que mais choca as autoridades e a população é a desproporcionalidade do ato: o espancamento que resultou em morte foi motivado pela suposta subtração de um “corote de pinga”, mercadoria avaliada em apenas R$5,00.

Diante da materialidade e dos elementos de prova recolhidos, o delegado responsável representou pela decretação da prisão temporária do comerciante. O pedido foi rapidamente deferido pelo Poder Judiciário e o mandado foi cumprido pelas equipes da Polícia Civil ainda hoje.

Próximos Passos da Investigação Com o autor atrás das grades, a Polícia Civil agora trabalha para definir o enquadramento jurídico exato do crime no inquérito policial. As investigações prosseguem para apurar se o comerciante responderá por:

  • Homicídio qualificado pelo motivo fútil: dada a extrema desproporção entre o furto de R$5,00 e a retirada de uma vida;
  • Ou pelos crimes de lesão corporal seguida de morte culposa cumulada com o exercício arbitrário das próprias razões (fazer “justiça” com as próprias mãos).

O comerciante permanecerá preso temporariamente à disposição da Justiça. O prazo máximo dessa modalidade de prisão é de 30 dias, tempo em que as investigações devem ser totalmente concluídas.

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