Investigação revelou que grupo executou vítima na Av. Teotônio Vilela para tomar o controle do ponto de drogas; Bar era usado como base de apoio
Uma resposta contundente ao crime organizado foi dada nas primeiras horas desta terça-feira, 10 de fevereiro. A Polícia Civil, por meio da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Assis, deflagrou a Operação “Blood Money”, desmantelando uma complexa rede de tráfico de drogas que operava mediante violência e assassinatos.
A ação, que contou com apoio de policiais de toda a área do Deinter 8, Força Tática da Polícia Militar e Canil do BAEP, resultou em números impressionantes: 18 prisões e o cumprimento de 32 mandados de busca e apreensão em Assis e região.
O Crime que Iniciou Tudo A investigação teve início após um homicídio brutal registrado no dia 04 de dezembro de 2024, na Avenida Teotônio Vilela, no Jardim Paraná. Na ocasião, a vítima foi executada a tiros por dois homens em uma motocicleta.
O trabalho de inteligência da DIG apurou que a morte não foi isolada, mas sim motivada por uma disputa de território. O objetivo dos assassinos era tomar o controle do ponto de venda de drogas da vítima.
A Ascensão da Quadrilha As apurações revelaram um detalhe macabro: menos de um mês após a execução, os investigados já haviam assumido o gerenciamento do tráfico no local. Para isso, utilizavam imóveis vizinhos e o estabelecimento conhecido como “Bar Bola 8” como bases logísticas.
Organização Empresarial do Crime A “Blood Money” identificou que o bando atuava como uma verdadeira empresa, com vínculo com facção criminosa e divisão clara de tarefas:
- Gerenciamento de uma central de vendas;
- Logística de distribuição e entregas;
- Controle financeiro sofisticado (com transferências via PIX);
- Armazenamento e fracionamento de entorpecentes.
Durante as diligências, foram obtidos registros fotográficos de drogas, armas de fogo e contabilidade do crime.
Justiça Os envolvidos responderão a inquéritos por homicídio, tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os processos tramitam na 3ª Vara Criminal da Comarca de Assis.
A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos.






