Investigação começou quando Correios de Bauru interceptaram cobras sendo enviadas para SC dentro de um tênis usado; morador de Assis mantinha incubadora clandestina em casa
Uma operação conjunta entre a Polícia Civil (1º Distrito Policial) e a Polícia Militar Ambiental revelou, na manhã desta quarta-feira, 14 de janeiro, um grande esquema de criação e comércio ilegal de animais em Assis. Batizada de Operação “Corn Snake”, a ação resultou na apreensão de dezenas de serpentes e centenas de ovos mantidos em cativeiro.
As investigações tiveram início após um alerta do Centro de Distribuição dos Correios de Bauru. Funcionários identificaram uma encomenda suspeita remetida de Assis com destino a Florianópolis (SC). Ao abrirem o pacote, a surpresa: duas serpentes da espécie Corn Snake (cobra-do-milho), de origem norte-americana, estavam escondidas de forma clandestina dentro de um par de tênis usado.

Foto: Polícia Civil
O Criadouro em Assis Rastreando o remetente — que usou dados falsos na postagem, mas foi identificado pela investigação —, a polícia chegou a um endereço em Assis. Com mandados de busca expedidos pela Justiça, as equipes foram ao local hoje e encontraram uma estrutura profissional de reprodução ilegal.
O saldo da apreensão impressiona:
- 41 Cobras: Sendo 36 adultas e 5 filhotes;
- 264 Ovos: Acondicionados em incubadoras, prontos para a eclosão.
Além dos animais, foram apreendidos diversos materiais que comprovam a prática de manutenção e envio irregular de fauna exótica.
Destino dos Animais Todas as serpentes e ovos foram resgatados e encaminhados ao Serpentário do CEVAP (Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos), da Unesp de Botucatu. Por se tratarem de espécies exóticas (não nativas do Brasil), elas não podem ser soltas na natureza, pois causariam desequilíbrio ambiental, exigindo manejo técnico especializado.
Desfecho Legal O investigado, T.R.N., de 39 anos, foi conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Assis. Ele responderá por crime ambiental (vender, guardar ou ter em cativeiro espécimes da fauna silvestre/exótica sem licença).
Por ser considerado um crime de menor potencial ofensivo pela legislação brasileira, ele assinou um Termo de Compromisso e foi liberado para responder ao processo em liberdade.






