Tragédia em Marília: Incêndio em penitenciária deixa 7 mortos e vários feridos

Fogo começou no setor de inclusão após detento incendiar colchão; HC-Famema acionou plano de contingência e suspendeu visitas.

MARÍLIA (SP) – Um incêndio de grandes proporções atingiu a Penitenciária de Marília na tarde desta terça-feira (25), resultando na morte de 7 detentos. A tragédia ocorreu no setor de inclusão da unidade prisional. Além dos óbitos, outros sete presos foram internados por intoxicação e agentes penitenciários também necessitaram de atendimento médico.

Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o fogo teve início quando um detento ateou fogo em seus próprios pertences. As chamas se espalharam rapidamente, gerando uma densa fumaça tóxica.



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Os policiais penais realizaram o primeiro combate ao incêndio até a chegada do reforço. Uma grande operação de resgate foi montada, envolvendo o Corpo de Bombeiros, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), equipes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) e da Força Tática.

Atendimento às vítimas

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Marília (HC-Famema) ativou imediatamente seu Plano de Contingência para receber os feridos graves. A unidade informou que todas as demandas foram absorvidas sem prejuízo aos demais pacientes, mas suspendeu as visitas noturnas por segurança.

A Prefeitura de Marília informou que a rede de urgência do município atuou de forma integrada. Os pacientes foram distribuídos, conforme a gravidade, entre as UPAs Norte e Sul, a Santa Casa e o Hospital das Clínicas.

Nota Oficial

A SAP informou que instaurou um procedimento para apurar o caso rigorosamente e que está prestando assistência às famílias.

Em nota, a pasta detalhou: “A Secretaria da Administração Penitenciária lamenta profundamente o incêndio ocorrido na tarde desta terça-feira (25/11), no setor de inclusão da Penitenciária de Marília, após um interno atear fogo em seus pertences. […] Ao todo, sete internos vieram a óbito em decorrência da inalação de gases tóxicos produzidos pelo incêndio proposital. Outros sete seguem sob cuidados médicos”.

(O número de óbitos confirmado na abertura da matéria reflete atualizações posteriores à emissão da nota inicial da secretaria).

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