Homem é executado a tiros em Arapongas; crime resultou na prisão de atiradores em Assis

Homem é executado a tiros em Arapongas; crime resultou na prisão de atiradores em Assis

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A Polícia Militar interceptou e prendeu dois homens que fugiam em um veículo após a prática de um homicídio consumado e uma dupla tentativa de homicídio ocorridos no Paraná. O cerco policial foi deflagrado nesta segunda-feira (21), no quilômetro 405 da Rodovia Miguel Jubran (SP-333), em Assis.

A ocorrência teve início quando a Agência de Inteligência e o Centro de Operações da PM (COPOM) emitiram um alerta sobre o deslocamento de um Renault Duster que vinha do território paranaense em direção ao interior paulista. O motorista e o passageiro estariam armados e seriam responsáveis por um ataque a tiros registrado em Arapongas (PR).

Com as informações da rota de fuga, equipes da 1ª Companhia do 32º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I) posicionaram-se estrategicamente no acostamento da rodovia. Para impedir nova evasão e forçar a redução da velocidade, os policiais precisaram interditar temporariamente as faixas da pista, montando uma barreira que viabilizou a abordagem segura.



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Arsenal de fogo e confissão

Diante da ordem de parada e com apoio de outras viaturas, os dois ocupantes desceram do automóvel com as mãos levantadas e se deitaram no asfalto. Durante as revistas pessoais e veiculares, os policiais localizaram um verdadeiro arsenal bélico.

Em poder de um dos suspeitos, que se identificou como policial militar do Estado da Bahia, os agentes encontraram uma pistola calibre .40 pertencente à corporação baiana, carregada com três carregadores e munições intactas. Com o segundo ocupante, que exercia a função de condutor, foi apreendida uma pistola calibre 9 mm com dois carregadores e cartuchos.

No porta-luvas do carro, os policiais apreenderam uma terceira arma: uma pistola 9 mm com numeração raspada, um carregador com 12 munições intactas e uma cápsula deflagrada. Também foram recolhidos distintivos da PM e do Tribunal de Justiça, coldres, roupas semelhantes às usadas no atentado e celulares.

Interrogado no local, o suspeito armado com a pistola .40 confessou o homicídio em Arapongas e declarou que foi contratado para executar o crime mediante o pagamento de R$ 40 mil. O condutor alegou que foi chamado apenas para atuar como motorista e que desconhecia o plano criminoso.

Foto: Polícia Militar

Transferência para a Justiça do Paraná

Os suspeitos, as armas e o automóvel com placas adulteradas foram conduzidos à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Assis. A autoridade policial de plantão entrou em contato com a 22ª Subdivisão Policial de Arapongas, que confirmou o assassinato e os dois atentados ocorridos na cidade paranaense.

Ambos foram autuados em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado consumado, dupla tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e adulteração de sinal identificador veicular. Os acusados permaneceram presos na carceragem de Assis, à disposição da Polícia Civil e do Poder Judiciário do Estado do Paraná.


O Que houve?

Um homem foi morto com cerca de sete tiros no início da tarde desta segunda-feira (21), no bairro Jardim Santo Antônio, na cidade de Arapongas (PR). O crime ganhou repercussão direta na nossa região após os atiradores, que fugiram em um Renault Duster prata, serem interceptados e presos horas depois pela Polícia Militar na Rodovia Miguel Jubran (SP-333), em Assis.

De acordo com as informações da Polícia Militar paranaense, o ataque ocorreu por volta das 13h, na Rua Tetraz, e Arapongas-PR. Testemunhas relataram que a vítima estava no portão de uma residência quando os suspeitos passaram com o veículo em baixa velocidade e abriram fogo. Logo em seguida, os criminosos aceleraram e fugiram do local.

Socorro e investigação

Imediatamente após o atentado, os próprios familiares da vítima realizaram o socorro e a encaminharam em caráter de urgência para a Santa Casa do município. Contudo, devido à gravidade e à quantidade de perfurações, a equipe médica confirmou o óbito pouco tempo depois da entrada na unidade de saúde.

O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para os procedimentos de recolhimento e perícia do corpo. A autoria e a motivação do homicídio passaram a ser investigadas de imediato pela Polícia Civil-PR.

Em contrapartida, a rápida comunicação entre as forças de segurança dos dois estados foi fundamental para o desfecho do caso. Com as características do carro em mãos, a Polícia Militar de São Paulo montou um cerco estratégico e capturou os dois ocupantes do Duster em Assis. Durante a abordagem, o armamento foi apreendido e um dos envolvidos confessou ter recebido R$ 40 mil pela execução.

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